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Conheça o local onde os relâmpagos nunca param na Venezuela

Em algum momento de 260 a 300 noites de um ano qualquer, os céus sobre o rio Catatumbo, na Venezuela, são iluminados por tempestades de relâmpagos. E não é apenas qualquer tipo de raio. Em média, cada tempestade noturna dura cerca de 10 longas horas e os céus são rasgados por milhares de raios a cada noite.

O fenômeno foi registrado desde o século 16, sendo uma combinação única de topografia da área misturado com correntes de ar que causam estas tempestades relampejantes noturnas. São quase todas as noites do ano iluminadas pelos flashes mais fortes da natureza por séculos.

A quantidade de relâmpagos é tanta, que os moradores do local precisam tomar medidas para escurecer o interior de suas casas com cortinas reforçadas no blackout para conseguirem dormir. Em um ano, a média é de 1,2 milhões de relâmpagos no céu noturno.

Os trovões também acompanham o show iluminado da natureza, mas as tempestades são geralmente mais altas na atmosfera. Dessa forma, as pessoas na superfície quase não conseguem ouvi-los. Menos mal, não é?

Não surpreendentemente, a tempestade de raios tem uma posição de destaque na região. Agindo como faróis naturais, os relâmpagos têm sido utilizados como alertas para os marinheiros ao longo da história náutica do país. O local também foi crucial para batalhas navais que levaram à independência da Venezuela da Espanha.

A causa destas enormes tempestades de relâmpagos tem sido o assunto de muito debate. A teoria atual é que a cordilheira, em forma de V, que circunda a área apresenta as condições ideais para captura de ventos quentes saindo do Caribe. Quando o ar frio desce da Cordilheira dos Andes, as trovoadas se formam por causa da mudança de temperatura.

Unindo essas condições às enormes quantidades de metano que vazam no ar a partir dos campos de petróleo abaixo do Lago de Maracaibo (onde o rio Catatumbo termina), juntamente com matéria vegetal em decomposição e os gases liberados por ela, os pesquisadores acreditam que esse acúmulo muda a condutividade normal do ar e torna o local perfeito para uma tempestade de relâmpago prolongada.

Embora não seja uma teoria confirmada, é uma probabilidade que é suportada pelo desaparecimento de uma tempestade quando houve grandes mudanças em algumas partes do meio ambiente.

Em 1906, os raios desapareceram por três semanas após um grande terremoto e tsunami resultante dele. Em 2010, uma seca causada pelo El Niño também levou à suspensão temporária das tempestades elétricas. Na época, os moradores também notaram uma trégua na força das tempestades e acreditavam que era por causa do desmatamento que estava acontecendo na área e poluição do rio com o escoamento agrícola.

No entanto, as tempestades fortes voltaram depois de vários meses, mas ainda é preocupante a evidência de como o equilíbrio natural está se deslocando para interromper algo que tem sido um fenômeno bem documentado há séculos.

 

Fonte: Boa Informação

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