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Estudo sobre para-raios poderá ser obrigatório

- Projeto de Lei prevê análise para saber a necessidade de instalação de equipamentos de proteção.
Existem dois tipos de para-raios externos, a gaiola de faraday e o franklin, sendo o último o mostrado na foto e mais comum. Ele leva o nome de seu inventor, Benjamin Franklin
Foi aprovado na última semana pela Assembleia Legislativa do Rio, em segunda discussão, o projeto de lei 2.946/10, de autoria do deputado Edino Fonseca (PEN), que dispõe sobre a proteção de estruturas contra descargas atmosféricas.

Pelo texto, nas edificações com mais de três pavimentos e área superior a setecentos e cinquenta metros quadrados, para fins comerciais, industriais e administrativos, bem como de uso residencial multifamiliar e nas agrícolas, será obrigatória a apresentação, ao órgão responsável pela segurança contra incêndio e pânico, de relatório de verificação de necessidade de sistema de proteção contra raios. O projeto diz ainda que a concessão de alvará de construção, de carta de habite-se e de alvará de funcionamento fica condicionada à aprovação da documentação citada pelo órgão público competente. Já as edificações que possuírem para-raios radioativos também deverão efetuar sua substituição por outro sistema compatível. “O projeto tem por objetivo a melhoria da segurança e qualidade de vida da população.

Afinal, nosso país é campeão em descargas atmosféricas e necessita a total proteção contra tais descargas, seguindo as normas técnicas vigentes”, justifica o deputado. O texto agora segue para o governador Sérgio Cabral, que terá 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

No final de janeiro, O DIÁRIO destacou a grande incidência de raios em Teresópolis. Dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat/Inpe) que mostram que o município foi o recordista desse tipo de ocorrência na Região Serrana, ficando à frente de Petrópolis e Nova Friburgo.

Na ocasião, conversamos com o Técnico em Eletrotécnica e Técnico de Segurança do Trabalho Jorge Ribeiro Pessoa, que há 15 anos trabalha com a instalação de para-raios e vem percebendo crescimento considerável no número de descargas atingindo a região nos últimos anos. “O aumento foi assustador. Pelo que percebemos e acompanhamos pelos institutos, a tendência de catástrofes acontecerem com mais frequência é exponencial. Só do ano passado para cá senti um aumento muito grande e estou até assustado. Por isso, quem puder se proteger, proteger seus entes queridos e patrimônios é importante. É um investimento pequeno em relação ao prejuízo com a queima de eletroeletrônicos, por exemplo”, lembra o técnico, que explicou sobre a utilidade dos para-raios. “Ele tem como função conduzir o raio para solo, para descarrega-los e proteger as edificações, como casas, fábricas, prédios, e logicamente a vida de quem estiver dentro dessas edificações”.

Existem dois tipos de para-raios externos, a gaiola de faraday e o franklin, sendo o último mais comum e que leva o nome de seu inventor, Benjamin Franklin, que o descobriu em uma experiência realizada em 1752. Trata-se de uma pequena haste de metal pontiaguda, conectada a cabos de cobre ou alumínio que vão até o solo e assim dissipam as descargas elétricas. São colocados em locais altos porque o raio tende a atingir o ponto mais alto de uma área. Além deles, existem os sistemas que são instalados dentro das residências, os supressores de surto de tensão. Esses, servem para proteger os eletroeletrônicos. “Eles são para-raios específicos para descarregar raios que vem pela linha de energia elétrica das concessionárias, linha telefônica e cabo coaxial de tv, para não queimar a televisão, linha telefônica e a parte elétrica, o que pode causar até o óbito de quem estiver dentro de casa”, atenta João, da JR Para-Raios.

A proteção de uma casa de 100 metros quadrados sai em média por R$ 3.500, valor que vai subindo de acordo com a dimensão ou tipo do imóvel, como uma fábrica ou um prédio, por exemplo. Seguindo as normas estipuladas para a prestação do serviço, tais acessórios têm garantia de 90% de proteção. “Trabalhamos para 100% de proteção, mas esse é o termo que a norma manda. É igual a um exame de DNA, que é de 100% mas o médico fala em 99,9%, pois só quem dá 100% é Deus”, diz Ribeiro.

 

Fonte: Net Diário

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