Entre os anos de 2000 e 2005, foi conduzida no Brasil uma série de ensaios de campo com raios induzidos para avaliar, entre outros aspectos, o desempenho de captores do tipo ESE (Early Streamer Emission – Emissão Antecipada de Líder) em comparação com um captor convencional do tipo Franklin, instalado sob as mesmas condições de teste.
Ao longo da campanha experimental, apenas duas descargas atmosféricas, geradas pela técnica de disparo por altitude, atingiram diretamente a estrutura de ensaio. Em ambas as ocorrências, as descargas foram interceptadas pelo captor Franklin e por uma antena de campo elétrico presente na plataforma. Os dois captores ESE instalados no mesmo local não registraram a interceptação dessas descargas.
O estudo também apresenta análises de descargas que atingiram regiões próximas à instalação experimental, além de resultados obtidos com ensaios realizados utilizando a técnica clássica de disparo.
Embora os pesquisadores ressaltem que os resultados não constituem uma comprovação definitiva da ineficácia dos captores ESE — em razão das limitações inerentes às condições experimentais e do número reduzido de eventos registrados, insuficiente para uma validação estatística robusta — as observações obtidas colocam em questionamento as alegações de desempenho superior frequentemente atribuídas a essa tecnologia.
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